quarta-feira, 15 de abril de 2015

PSICOLOGIA POSITIVA: O curso mais procurado de Harvard

 

Qual o curso mais procurado na Universidade de Harvard nos Estados Unidos?
Você deve estar pensando: Economia Básica, ou Fundamentos do Direito, ao certo.
Nada disso, os cursos de Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança, ministrados por Tal Ben-Shahar são nada menos que os cursos mais populares na história da Universidade.
Desde 2013, mais de 1000 alunos se inscrevem por ano para as aulas deste tímido professor que usa os fundamentos do movimento da Psicologia Positiva para ensinar seus alunos a buscarem a realização e a felicidade.
Veja abaixo a transcrição da entrevista dada por Tal Ben-Shahar à Você S.A. e divulgada pela EXAME em novembro/2014:
VOCÊ S/A - Aulas que têm como enfoque otimismo e felicidade não são algo comum em uma universidade tradicional como Harvard. Por que criou o curso?

Tal Ben-Shahar - Comecei a estudar psicologia positiva e a ciência da felicidade porque me sentia infeliz. No meu segundo ano de estudante em Harvard, quando cursava ciência da computação, eu era bem-sucedido, pois tinha boas notas e tempo para atividades que me davam prazer, como jogar squash. Mesmo assim era infeliz.
Para entender por que, mudei de área e fui cursar filosofia e psicologia. Meu objetivo era responder a duas perguntas: por que estou triste e como posso ficar feliz? Estudar isso me ajudou, e decidi compartilhar o que aprendi.

VOCÊ S/A - Uma pesquisa de doutorado feita no Brasil revela visões diferentes do que é ser bem-
sucedido, que vão além de dinheiro e poder. As pessoas buscam algo mais profundo?

Tal Ben-Shahar - Sucesso não traz, necessariamente, felicidade. Ter dinheiro ou ser famoso só nos faz ter faíscas de alegria. A definição de sucesso para as gerações mais novas mudou. Não é que as pessoas não busquem dinheiro e poder, mas há outros incentivos.
No passado, sucesso era definido de maneira restrita, e as pessoas ficavam numa empresa até a aposentadoria. Agora, há uma ânsia por ascender no trabalho, ter equilíbrio na vida pessoal e encontrar um propósito.

VOCÊ S/A - Qual a principal lição sobre a felicidade o senhor aprendeu? 

O que realmente interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares — mas só se você estiver por inteiro: não adianta ficar no celular quando se encontrar com quem você ama. Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a infelicidade.

VOCÊ S/A - Descobrir para onde queremos ir seria a grande questão?

Muita gente não sabe o que pretende da vida simplesmente porque nunca pensou sobre o assunto. As pessoas vivem no piloto automático. Ouvem de alguém que deveriam ser advogado ou médico, e acreditam em vez de se perguntar do que gostam. Essa é a questão fundamental.

VOCÊ S/A - Como aplicar as diretrizes da psicologia positiva no dia a dia do trabalho?

Uma maneira é pensar nos progressos diários que um profissional alcança no fim de cada dia. Segundo uma pesquisa de Teresa Amabile, professora de administração da Harvard Business School, quem faz isso tem índices mais altos de satisfação e é mais produtivo.
Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo.

VOCÊ S/A - Dá para fazer isso mesmo em momentos de crise ou de baixo desempenho?

Sim, desde que os profissionais sejam realistas. Em 2000, quando Jack Welch­ (ex-presidente da GE e referência em gestão) foi nomeado o gerente do século pela revista Fortune, perguntaram que conselho ele daria a outros gerentes. A resposta foi: aprendam a encarar a realidade.
O mesmo se aplica nesse caso. A psicologia positiva não defende que os erros e os pontos fracos sejam ignorados. Apenas propõe uma mudança de foco: parar de enxergar só o que vai mal e ver o que dá certo — mesmo nas crises. A proposta é observar o quadro completo da realidade.

VOCÊ S/A - Qual sua opinião sobre o discurso de que basta fazer o que ama para encontrar satisfação profissional?

Isso pode ser a solução para alguns. Na maioria dos lugares e trabalhos, é possível identificar aspectos significativos para cada pessoa. Uma pesquisa feita com profissionais que trabalham em hospitais mostrou que tanto no caso de médicos quanto de enfermeiros e auxiliares havia profissionais que enxergavam o trabalho como um chamado e outros que o viam apenas como um emprego.
Em outras palavras, o foco que damos ao trabalho acaba sendo mais importante do que a natureza dele. Alguém que é funcionário de um banco pode pensar que trabalha com planilhas o dia todo ou que está ajudando as pessoas a gerenciar sua vida.

VOCÊ S/A - O jornalista britânico Oliver Burkeman defende que não se deve buscar felicidade, mas o equilíbrio, pois ninguém pode ser feliz sempre. O que acha disso?

Concordo. A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.

VOCÊ S/A - O senhor é feliz? 

Eu me considero mais feliz hoje do que há 20 anos e creio que serei ainda mais feliz daqui a cinco anos. A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte. Encontrei significado em meu trabalho e faço o que me dá prazer, mesmo tendo, como todo mundo, momentos de estresse e sofrimento — esse é o equilíbrio que todo profissional deve almejar.
Mas também procuro desfrutar de coisas fora do mundo do trabalho: passar tempo com minha família, com meus amigos e encontrar um espaço na agenda para a ioga. Tudo com moderação.


Fonte:http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/19702/noticias/o-professor-da-alegria

terça-feira, 7 de abril de 2015

Fit your Mind: O PODER DA GRATIDÃO





Em nossa cultura, não é comum expressarmos às pessoas que têm mais importância pra nós o quanto somos gratos a elas pelo que nos fazem ou apenas pelo fato de existirem em nossas vidas. Mesmo quando sentimos o impulso de fazer isso, nos retraímos, embaraçados. Martin Seligman em seu livro Felicidade Autêntica nos sugere esse exercício:
Escolha uma pessoa que tenha feito grande diferença positiva em sua vida, mas a quem você ainda não tenha expressado gratidão. Escreva um testemunho, não tenha pressa em terminar, faça com muito carinho. Convide a pessoa para um encontro e diga simplesmente "quero te ver". Neste encontro, diga em voz alta a razão de sua gratidão, se preciso, leia, mas olhe em seus olhos. Esse exercício será mágico para ela e especialmente para você.
A gratidão é uma força poderosa. Ela é capaz de trazer imensa satisfação pela vida e aumento da felicidade. Afinal, não é isso que buscamos?

Fonte da imagem: Instagram - Coisas Boas Acontecem

Um convite para mudar sua vida







Imagine que você está pronto para mudar sua vida. Imagine que você quer se sentir pleno em áreas que parecem esquecidas ou até vazias. Imagine que você quer ser saudável, quer sentir-se bem consigo mesmo, quer ser essencialmente, feliz.

Enquanto algumas dimensões da sua vida estão bem, outras parecem não andar. Você já tentou muitas coisas, muitos profissionais de áreas específicas, como nutricionistas, médicos, esteticistas, personal  trainers, todos com bons tratamentos e prescrições. Já comprou livros, revistas, assistiu palestras e procurou se atualizar sobre as diversas técnicas para atingir seus objetivos. Mas aqui está você, sem conseguir fazer as mudanças que tanto queria na sua vida.

Agora imagine alguém que traga um "approach" diferente. Ele te escuta - realmente escuta - não somente espera a sua vez de falar. Você sente que ele te entende, não somente te diz o que fazer, mas te acompanha nessa caminhada como um aliado. Ele trabalha para você com o objetivo de te ajudar a encontrar o caminho, superando os obstáculos que impedem o seu progresso. Ele pede para que você olhe para si, para que conheça suas forças e a partir delas, enfrente seus medos e barreiras. Ele te pergunta coisas que o farão achar as respostas em si mesmo para seu próprio benefício. Ele tem ferramentas que o ajudarão a ser o agente da sua vida e trará métodos efetivos para que as mudanças ocorram. Ele sabe quando você estará pronto para fazer essas mudanças e pedirá permissão para ir além. Você será tratado com respeito e cuidado, enquanto desafiado a ser o seu melhor. Essa pessoa não te motivará a apenas iniciar, ela te ajudará a achar a motivação que o fará manter e sustentar as boas mudanças. Ele estará lá para celebrar seu sucesso. Ele será seu Wellness Coach.